A cena é clássica. Todo mundo já se deparou com ela ao menos uma vez. Um caminhão se envolve em algum tipo de acidente, tomba, e deixa exposta toda a carga. Segundos depois, uma multidão sedenta aparece para levar a sua parte pra casa. O exemplo mais emblemático são os caminhões de cerveja. Nesses, parece que os saqueadores aparecerm mais rápido do que nunca.
Pois bem, o governo brasileiro está se comportando exatamente assim. O caminhão é nosso. E o governo está querendo meter a mão na nossa cervejinha. Ontém fui supreendido com a notícia sobre as novas regras do INSS em relação ao aviso prévio.
Até agora, o empregador que pagava o aviso prévio indenizatório, que corresponde a um mês de salário, e não exigia que o funcionário trabalhasse esse período, era isento de contribuir para a Previdência. Não é mais assim: desde o dia 14 de janeiro a nova regra diz que o empregador terá de pagar à Previdência 20% sobre o salário do empregado e o trabalhador, pasmem, de 8% a 11%.
Estamos bem no meio de uma crise econômica que, segundo todas as previsões, ainda vai piorar. O caminhão tombou. Muita da nossa cervejinha já se perdeu no acidente. Mas os saqueadores não perdoam, eles querem a parte deles e, esse não poderia ser o momento mais propício, afinal, em época de crise, as demissões aumentam, tem caminhão tombando por todo lugar.
Portanto, no popular, quero dizer que o governo está tirando proveito da desgraça alheia. Inventou mais um jeito de tirar dinheiro da gente, até quando somos demitidos (ou demitimos). É mais uma que vem pra engrossar as estatísticas que nos colocam como um dos países com a maior carga tributária do mundo.
O pior é que pagamos caro mas não volta. Na Suécia, por exemplo, dependendo do salário o IR pode chegar a 58.2%, em salários muitos altos, obviamente, mas lá o dinheiro volta em saúde, educação, e assim por diante. Aqui mandamos de 7,5% a 27,5% do noso suado dinheirinho em uma via de mão única: ele vai, mas não volta.
Nós somos terceiro mundistas, e diversão de pobre é a cervejinha no final de semana. Sr. Presidente, Ministro Carlos Lupi, vocês querem nos tirar até isso? Dirigindo o país desse ele tomba mesmo. Além do mais, o que vocês vão fazer com a nossa cervejinha? Nunca viram nas propagandas? Se beber, não dirija.
Acho ótima a iniciativa de criar esse blog que pode servir como uma terapia em grupo. Com certeza como um meio para promover discussões sobre as situações revoltantes que advêm de políticas ou de grupos que governam.
Além da questão da taxação promovida por nosso governo, que revolta de forma geral (como o caso exemplificado no blog), há toda a questão da cooptação que parece sempre existir em questões de decisão. Quando teremos pessoas capazes de defender pontos de vista contrários e que objetivam o bem comum? A cooptação nada mais é do que defesa e covardia ao mesmo tempo. Não consigo ver muitas vantagens sociais no ato de cooptar.
O pior é quando a cooptação começa a existir antes do governo assumir. Se torna um sistema fechado, não mais aceitando discussões: desde sempre devo leadade àquele que me apoiou.
Um exemplo: tendo sempre tido mais simpatia pelo partido democrata norte-americano, fiquei desapontada ao ver a escolha de Hillary Clinton como secretária de estado do governo Obama. Foi esse o acordo para Hillary desistir da campanha?
Enfim, as peças do sistema já desde sempre existem e se alimentam, retroalimentam – sua existência depende do outro que o apóia e da destruição do outro que é diferente.
Sempre fui à favor dos animais, mas…
Alguém mate o leão!
Eu que o diga!!!!
Deixei minha contribuição pro governo agora em Janeiro!!!
A sensação é de ser enganado duplamente: uma pelo governo , outra … bom essa é outra história!!!